Testemunhos Missões 2018

Publicado por Equipe de Comunicação, em 25/03/2018

O caminho de uma igreja na Itália

Chegamos a Vigevano, no norte da Itália, em novembro de 2015, nove meses depois que a missão havia sido iniciada por outro casal de missionários, Manoel e Raquel Florêncio. 
A nossa missão principal era solidificar o trabalho com o fim de plantar a igreja naquela cidade. Por isso, no primeiro ano focamos o nosso ministério no fortalecimento dos crentes que começaram a missão, enfatizando o compromisso com o Reino e mostrando-lhes que é possível crescer e multiplicar. Depois, começamos a dar
passos mais largos, enfatizando o crescimento e a multiplicação como sendo resultados naturais de uma igreja que caminha na dependência de Deus.
O caminho percorrido durante a plantação da igreja em Vigevano até aqui não tem sido fácil, pois são muitas as barreiras que enfrentamos no dia a dia. Mas nada disso desanima os cerca de 20 irmãos que hoje sempre dizem com alegria: "Somos uma igreja em Vigevano". Um testemunho que mostra como Deus está agindo em nós e através de nós para que possamos mostrar aos italianos que Jesus é o caminho, a verdade e a vida.

Luiz Cláudio e Denise Marteletto
Missionários na Itália

Caminho que transforma

Manico é uma criança de 4 anos que chegou ao PEPE em Moçambique. Tem origem humilde, e os pais trabalham na informalidade para sobreviver. Ele tem uma irmã dois anos mais velha, a quem os pais incumbiam de cuidar de Manico quando eles iam trabalhar. Mas ela não conseguia fazer isso direito, pois ainda era muito novinha.
Um dia, Manico dormia enquanto a irmã preparava algo para ele comer, mas ela não conseguia despertá-lo. Até que encontrou uma solução desagradável para acordá-lo:
abriu a chaminé de casa, derramou óleo em cima da criança e ateou fogo. Manico teve queimaduras que o fizeram perder os dedinhos da mão esquerda. 
Quando Manico chegou ao PEPE, ele não tinha marcas no corpo, mas na mente e no coração. Para nós do PEPE, foi muito difícil trabalhar com esta criança porque ele não aceitava um abraço ou que conversassem com ele, pois sentia que era rejeitado pela família e que assim deveria ser com a sociedade. E os pais não o levam diariamente ao PEPE, vamos buscá-lo em casa.
Em várias províncias de Moçambique há meninos que passaram por situação de falta de cuidado dos pais, e hoje somos a bênção que Deus dá a essas famílias. Queremos ser a voz da esperança através da qual o Senhor quer dar vida a essas crianças e seus lares. Cremos que Jesus transformará a vida de Manico e outras crianças.

David Fernando Panganhe
Coordenador do PEPE em Moçambique